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Triagem Auditiva

Triagem Auditiva Neonatal Universal – TANU

O que é a TANU?

A TANU é um direito do recém-nascido, garantido pela Lei Federal nº 12.303 desde 2010. É uma estratégia que deve ser realizada em todos os recém-nascidos para a identificação de uma deficiência auditiva. O ideal é que seja realizada ainda na maternidade, antes da alta da criança, entre 24 e 48 horas após o nascimento. Neste momento, a criança dorme muito, portanto, o teste torna-se rápido. Caso isso não seja possível, a TANU pode ser realizada de forma ambulatorial, imediatamente após a alta hospitalar, ainda no 1º mês de vida.

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Há bactérias que habitam a cavidade oral e rinofaringe e fazem parte da flora normal bacteriana. Mas em algumas situações como queda da imunidade, má higiene oral, uso inadequado de antibióticos, entre outros, essas bactérias podem se tornar patogênicas e causarem infecções: Adenoidites, Amigdalites, Faringites, Laringites.

A adenoide fica próxima dos óstios das tubas auditivas (Trompas de Eustáquio), que fazem uma comunicação do “nariz com o ouvido médio”, responsável por equalizar a pressão atmosférica entre o ouvido externo e o ouvido médio, mantendo o equilíbrio da pressão do ar entre os dois lados do tímpano. Por isso em algumas situações de hipertrofia de adenoide ou de adenoidites o paciente pode apresentar, também, otites recorrentes.

O diagnóstico e o início do tratamento da deficiência auditiva devem ocorrer o mais cedo possível, no máximo até o 3º mês de vida da criança, devido à grande plasticidade do sistema nervoso central nessa fase da vida.

            Os fonoaudiólogos e os médicos são os únicos profissionais capacitados e habilitados para a realização da TANU, de forma a identificar adequadamente os casos suspeitos, evitar encaminhamentos desnecessários para diagnóstico e acolher com responsabilidade os anseios da família.

     As técnicas recomendadas atualmente são procedimentos eletrofisiológicos e eletroacústicos, conhecidos como o registro das Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE ou BERA), considerados testes sensíveis e específicos para identificar as perdas auditivas mais importantes, que podem afetar o desenvolvimento da linguagem e psicossocial das crianças. E são realizados de acordo com a história do recém-nascido, se possui fatores de risco ou não.

            Inicialmente, as EOA avalia a integridade da cóclea, que é o órgão da audição dentro da orelha interna, porém, não quantifica a perda auditiva.

Os fatores de risco são:
– História de surdez na família, com inicio na infância
– Permanência na UTI por mais de 5 dias
– Ventilação extracorpórea – ECMO
– Hiperbilirrubinemia
– Apgar 0-4 / 0-6
– Ventilação assistida
– Uso de medicações ototóxicas – aminoglicosídeos e diuréticos de alça
– Peso inferior a 1500 gramas
– Infecções intrauterinas (citomegalovírus, rubéola, sífilis, toxoplasmose, Zika vírus)
– Malformações craniofaciais
– Síndromes
– Infecções neonatais com cultura positiva – congênitas ou pós natais
– Quimioterapia
– Desordens neurovegetativas ou neuropatias sensório-motoras
– Trauma craniano

A presença de algum desses fatores de risco indica a necessidade de acompanhamento audiológico e médico a cada 6 m até os 3 anos de vida para um comportamento auditivo adequado para idade e habilidades comunicativas. Obrigatoriamente, é necessário a realização do BERA, que avalia a integridade neural das vias auditivas, através de respostas eletrofisiológicas em formato de ondas que refletem a ativação do VIII par de nervos cranianos e as estruturas ativas do tronco cerebral, até regiões do córtex cerebral.

Se o primeiro teste da TANU der um resultado alterado, a criança deve refazê-lo dentro de 15 a 30 dias no máximo. Se a alteração persistir, o bebê deve ser encaminhado imediatamente a um serviço de Saúde Auditiva com otorrinolaringologista para confirmação do diagnóstico de deficiência auditiva, através de outros exames complementares e de investigação, anamnese completa da história familiar, dos fatores de risco e exame físico para descartar ou identificar defeitos auriculares. Se confirmada a deficiência, os tratamentos necessários deverão ser iniciados prontamente pelo médico com auxílio do fonoaudiólogo. 

Segue abaixo sequência correta de investigação:

É importante enfatizar que uma criança com deficiência auditiva, ao contrário de outros distúrbios da comunicação, prefere a comunicação gestual e brinca normalmente com outras crianças da mesma faixa etária. E sabe-se que uma aprovação no TANU não exclui a possibilidade de perda auditiva tardia ou progressiva e que até 40% das crianças com perda auditiva serão de causa indeterminada. 

Em vez da avaliação auditiva informal como informação dos pais ou avaliação comportamental informal no consultório médico, a avaliação audiológica formal é a única forma de certificar-se da audição normal, e pode ser feita em crianças de qualquer idade, desde o nascimento. 

O cuidado com a audição deve estar presente em todas as fases da vida, não só logo após o nascimento, mas durante a fase de alfabetização importante para o desenvolvimento da linguagem e aprendizado, na adolescência, na vida adulta e na fase idosa. Estudos comprovam a depressão da terceira idade com as perdas auditivas. A audição faz parte da qualidade de vida e da socialização dos indivíduos. Marque uma consulta e tire suas dúvidas.

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