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RONCOS E APNEIA

Se o paciente está roncando, provavelmente algo está errado. Quando o ronco acompanha os resfriados ou gripes ou crises de rinite e logo depois vai embora após esses quadros, não há motivo para preocupação. Porém, se o ronco permanece por meses, ou se estiver, frequentemente, incomodando o paciente e sua família, é necessária uma avaliação cuidadosa.

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O ronco é um ruído causado pela vibração dos tecidos da garganta (estruturas faríngeas, palato mole e úvula), cada vez que o ar passa e as vias aéreas se estreitam. O grande problema do ronco é que ele pode denotar uma dificuldade relacionada à respiração e estar ligado a um distúrbio respiratório que requer cuidados e tratamentos especiais. Se há algum fator obstrutivo, nasal ou na garganta, os pacientes respiram pela boca. As crianças que “aprendem” a respirar pela boca ficam com os lábios entreabertos e com os dentes expostos. A longo prazo, pode comprometer o desenvolvimento da arcada dentária, pois a criança pressiona a língua entre os dentes da frente, modificando a estética da face que fica mais alongada.

Pacientes que respiram pela boca tem os lábios mais ressecados e se ferem com facilidade. A boca fica ressecada e pode ocorrer maior incidência de doenças bucais. A garganta também pode ficar irritada e doer ao falar e ao engolir.

A apneia têm critérios para denominação: 

• Queda de 90% ou mais da linha de base do fluxo aéreo
• Duração do evento de pelo menos 10 segundos 

A apneia pode ser obstrutiva, central ou mista e para o diagnóstico não requer dessaturação dos níveis de oxigênio no fluxo sanguíneo. 

Ronco e apneia estão, frequentemente, relacionados à obesidade; hipertensão; hipotonicidade da musculatura (que pode ser causada por alguns medicamentos, sedentarismo, álcool, drogas, envelhecimento e respiração bucal); hipertrofia de tonsilas (amígdalas e/ou adenóide) e úvula (por alergia, infecção ou traumatismo); decúbito dorsal; alterações craniofaciais e macroglossias. 

 

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Sinais de Alerta:

• Ronco alto
• Sono agitado
• Hipersonolência diurna
• Hipertensão arterial
• Arritmia cardíaca
• Cefaléia matinal
• Noctúria (ficar acordando a noite para urinar)
• Impotência sexual

Consequências:

• Dessaturação da oxigenação
• Aceleração do processo de envelhecimento
• Doenças neurológicas
• Doenças cardiovasculares
• Doenças urológicas
• Doenças endócrinas
• Doenças comportamentais
• Entre outros

Os tratamentos buscam o alívio dos sintomas, redução das complicações e melhora da qualidade do sono e, consequentemente, da qualidade de vida.

Diagnóstico:

Os tratamentos são indicados de acordo com o diagnóstico realizado após consulta médica (pela história clínica e exame físico), exames complementares:

• Nasofibrolaringoscopia
• Polissonografia
• Tomografia de seios da face

Há outros exames para avaliação como a monitorização portátil e o sonoendoscopia. A nasofibrolaringoscopia permite gravar a via aérea superior para se estudar os achados em três dimensões e de forma dinâmica. E, muitas vezes, é necessário a avaliação e o tratamento odontológico.

Tratamento:

O tratamento adequado deverá envolver a participação de um grupo multidisciplinar. São vários tipos de tratamentos de acordo com o tipo de distúrbio respiratório do sono:

• Cirurgia
• Geradores de Fluxo > Pressão positiva (CPAP)
• Aparelhos intra-orais (AIO): indicados em alguns casos leves e moderados de apneia ou para pacientes que somente roncam sem apresentarem apneia e/ou outros fatores agravantes.

Seja consciente. Procure profissional capacitado e especializado para uma noite tranquila e silenciosa.

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