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Rinites e Rinossinusites

A rinite pode predispor a rinossinusite, sendo assim é importante uma avaliação minuciosa e uma diferenciação correta entre uma e outra.

Inicialmente   vamos   falar um pouco sobre as Rinites. Elas são definidas pela inflamação da mucosa de revestimento do nariz, caracterizada pelos sintomas:

  • Obstrução nasal
  • Rinorreia (anterior ou por gotejamento posterior) – saída de secreção do nariz
  • Prurido (coceira)
  • Espirros
  • Hiposmia (diminuição do olfato)

O diagnóstico pode ser feito pelos critérios clínicos, da frequência e intensidade dos sintomas. Deve ser feito uma avaliação cuidadosa devido aos diversos subtipos de rinite. E a classificação etiológica está diretamente relacionada com o tipo de tratamento, que deve melhorar a qualidade de vida do paciente.

A rinite pode predispor a rinossinusite, sendo assim é importante uma avaliação minuciosa e uma diferenciação correta entre uma e outra.

Inicialmente   vamos   falar um pouco sobre as Rinites. Elas são definidas pela inflamação da mucosa de revestimento do nariz, caracterizada pelos sintomas:

  • Obstrução nasal
  • Rinorreia (anterior ou por gotejamento posterior) – saída de secreção do nariz
  • Prurido (coceira)
  • Espirros
  • Hiposmia (diminuição do olfato)

O diagnóstico pode ser feito pelos critérios clínicos, da frequência e intensidade dos sintomas. Deve ser feito uma avaliação cuidadosa devido aos diversos subtipos de rinite. E a classificação etiológica está diretamente relacionada com o tipo de tratamento, que deve melhorar a qualidade de vida do paciente.

Classificação das Rinites:

    • Alérgicas
    • Sazonal (relacionado com alguma época do ano)
    • Perene (durante todo ano e são causados por antígenos como ácaros, insetos, fungos, animais…)
    • Ocupacional
    • Não Alérgicas
    • Infecciosas (viral, bacteriana, fúngica)
    • Não infeciosas: idiopática; irritativa; RENA (rinite eosinofílica não alérgica); relacionada com polipose nasal; induzida por medicamentos, entre eles os vasoconstritores tópicos; do idoso, gustativa; por frio; gestacional; associada a doenças como a fibrose cística, granulomatose de Wegener ou outros granulomas ou de origem tumoral..

Não esquecer da possibilidade dos diagnósticos diferenciais como:

      • Rinossinusites com ou sem polipose nasal;
      • Variações anatômicas: desvio de septo, hipertrofia de adenoide, hipertrofia das conchas nasais, corpos estranhos, atresia de coanas, alterações do complexo óstiomeatal;
      • Defeitos ciliares;
      • Fístula liquórica
      • Tumores
      • Granulomatoses

            Quadros severos  interferem   na    qualidade  de  vida  das  pessoas  em  crise,  atrapalha  o  sono, atrapalha rendimento escolar ou no trabalho e na realização de atividades diárias ou físicas.

 

 Sabe-se que, em torno de 58% dos pacientes com asma também apresentam rinite alérgica. E há cerca de 80% de chance de filhos de pais alérgicos desenvolverem algum tipo de atopia.

          A  cavidade  nasal  deve ser minuciosamente avaliada, preferencialmente, pela nasofibroscopia, devido a importância de visualizar as regiões mais posteriores das fossas nasais e rinofaringe.

Os exames laboratoriais são usados para confirmar ou descartar a hipótese diagnóstica. Existem a avaliação dos níveis séricos de IgE alérgeno-específico (RAST) e os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata (Prick Test).

               Antes mesmo do tratamento medicamentoso (corticoides nasais, anti-histamínicos, corticoides orais, anti-leucotrienos, cromoglicato dissódico, vacinas de dessensibilização, imunoterapias) é importante o controle ambiental e higiene – lavagem nasal com soro fisiológico frequentemente.

Complicações:

      • Impacto sobre a qualidade de vida;
      • Rinossinusites devido às alterações causadas na mucosa nasal;
      • Otite média serosa;
      • Respirador  bucal  a  longo  prazo  –  Síndrome  da  face  alongada  com  comprometimento: do desenvolvimento craniofacial,  do  desenvolvimento  da  dentição,  do  tônus muscular da face.

Para falar um pouco das Rinossinusites é importante entender o desenvolvimento dos seios da face (ou paranasais), pois é neles que ocorre o processo inflamatório.

Durante o processo de formação do embrião, próximo da 4º a 8º semana de gestação, se inicia a formação da face. É uma fase muito importante, pois se algo ocorre errado, podem surgir as malformações craniofaciais, entre elas as mais comuns são, lábio leporino, fissura palatina, cistos dermóides e encefaloceles. Nesse período já há a formação das cartilagens nasais. A estrutura óssea se desenvolverá do primeiro ano de vida à puberdade, e isso ocorre com os seios paranasais. Tai um importante detalhe do motivo de ser muito cuidadoso e cauteloso durante um processo cirúrgico na face de uma criança.

    •  

Possuímos 4 pares  de  seios paranasais, cavidades ósseas revestidas de mucosa respiratória e preenchidas por ar. São eles:

  • Maxilares
  • Etmoidais
  • Frontais
  • Esfenoidais

Os seios   maxilares   são os   primeiros   a   se   desenvolverem, já no 3º mês de gestação e apresentam crescimento bifásico, ou seja, 2 picos, no 3º ano de vida e depois no início da puberdade, relacionando com a segunda dentição. Este é um detalhe importantíssimo e capaz de gerar impacto no desenvolvimento da arcada dentária da criança caso ela sofra de respiração bucal (já exemplificado no texto acima e no tópico Roncos e Apneia) aqui por favor colocar a opção do paciente clicar e ser direcionado ao menu Roncos e Apnéia. São os maiores dos seios paranasais, localizados no interior do osso maxilar e se comunicam com a cavidade nasal através de um óstio no meato nasal médio. São responsáveis pelos quadros de rinossinusite que aparecem com mais catarro.

Os seios etmoidais iniciam o seu desenvolvimento no 5º mês de gestação até próximo do início da puberdade. Acometimentos dessas estruturas podem gerar obstrução nasal importante, e ser diagnóstico diferencial de desvio de septo.

Os seios frontais, na teoria são ausentes ao nascimento. São melhores observados pela radiologia a partir do 5º ano de vida. Com desenvolvimento na puberdade. E o mesmo ocorre com os seios esfenoidais. Esses são os principais seios paranasais, responsáveis pela cefaleia (dor de cabeça) em quadros de rinossinusites.  Então, crianças menores de 5 anos que se queixam de dor de cabeça, muito pouco provável que seja quadro relacionado a uma rinossinusite.

 

Sendo  assim,  quando se pede um “Raio X” de seios da face para avaliar uma rinossinusite, já dá pra entender que até 3 ou 4 anos não encontraremos alterações importantes. Tanto em um quadro de rinite, como em quadro de rinossinusite os achados são semelhantes – espessamento da mucosa nasal e secreção. E o diagnóstico diferencial deve ser clínico, exame físico e, se necessário (de acordo com a conduta do médico), exames complementares como a Nasofibrolaringoscopia ou a Tomografia de Seios da Face.

Então, o que é Rinossinusite?

É um processo inflamatório na mucosa de revestimento dos seios paranasais devido a uma reação a um agente físico, químico ou biológico (bacteriano,fúngico ou viral). Se os sintomas pioram a partir do 5º dia de início deles ou se persistem por mais de 7 a 10 dias, provável que a causa seja bacteriana.

 

No quadro clínico deve ter , obrigatoriamente, obstrução nasal e rinorréia anterior ou posterior. E ainda podem estar presentes dor facial e hiposmia, além de: pressão em ouvidos (plenitude), tosse, dor de garganta, febre, tontura, mal estar.

A Rinossinusite v CRÔNICA tem duração maior que 3 meses. Mesmo após o tratamento adequado, alguns sintomas podem persistir. E se relaciona com múltiplas etiologias: fatores genéticos, fisiológicos, estruturais, ambientais. Que devem ser investigados pelo médico otorrinolaringologista, iniciando pela história clínica e exame físico.

Nas rinossinusites crônicas e nos quadros nasais alérgicos e recorrentes é importante, também, excluir a possibilidade de polipose nasossinusal, que se relaciona com outros fatores e até doenças genéticas. Mas isso será descrito em outro momento.

As complicações de um quadro agudo ou de um quadro crônico podem ser orbitárias ou intracranianas. E acometem mais pacientes imunodeprimidos, ou com diabetes descompensadas e faixa etária pediátrica (de maior ocorrência) devido a própria estrutura óssea da criança, que acaba facilitando a progressão do processo infeccioso.

O tratamento vai de acordo com a condição clínica e com os achados do exame físico ou de imagem, e pode ser clínico (a grande maioria) ou cirúrgico. Essa decisão deve ser tomada por um otorrinolaringologista treinado e capacitado. O assunto é amplo.

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