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Otites

Nossa orelha é ricamente inervada, possui ramos de 4 pares de nervos cranianos e, ainda, do plexo cervical, daí a explicação da grande sensibilidade uma dor de ouvido.

A dor de ouvido pode ser devida uma Otite Externa ou Otite Média e, até mesmo, de uma dor irradiada, originada na garganta ou por uma disfunção da articulação temporomandibular ou pela compactação de cerume no conduto auditivo externo, entre outros. Para diferenciar uma de outra, apenas pelo exame físico. Ouvido deve ser examinado, deve ser realizado otoscopia, e só um profissional capacitado, médico, pode fazer isso. Pois só assim, a conduta certa será tomada. 

Para facilitar o entendimento descreverei algumas diferenças, enfatizando a necessidade da avaliação médica e otorrinolaringológica para o tratamento correto.

Nossa orelha é dividida em Externa, Média e Interna. Vide desenho ao lado para melhor compreensão:

anatomia_da_orelha.jpg

OTITE EXTERNA

A Otite Externa acomete a orelha externa. É conhecida como otite do nadador, com maior incidência no Verão. Altas temperaturas e umidade dentro do meato acústico externo remove a camada lipídica de proteção da pele, modifica o PH, e torna o meio propício para bactérias e fungos, facilitando a infecção.

Também pode ser causada por lesões no meato acústico externo, também chamado de conduto auditivo externo, por exemplo, por uso de hastes flexíveis ou outros objetos utilizneados para “coçar” ou “limpar” o ouvido, e até mesmo, por EPI, que são os protetores auriculares utilizados em ambientes ruidosos de trabalho, ou uso de próteses auditivas; além de doenças dermatológicas, condutos estreitos, entre outros. Mas, atenção, não devemos ficar “limpando” dentro dos ouvidos. E se isso for necessário, apenas o otorrino deverá fazer a limpeza.

Caso não haja tratamento correto de uma otite externa o paciente pode evoluir com sérias complicações. Então, na dúvida e com a dor de ouvido, procure o Otorrinolaringologista.

OTITE MÉDIA

A Otite Média é a inflamação da Orelha Média e está relacionada com interações complexas e múltiplos fatores. Pode envolver também outros três espaços pneumatizados: mastóide, ápice petroso, células perilabirínticas, e, se não tratada, evoluir para complicações sérias como mastoidite, meningite, crises de vertigem, entre outras.

O quadro clínico é mais exacerbado que na otite externa e o paciente pode evoluir com febre alta (> 38ºC), irritabilidade, plenitude auricular (pressão em ouvidos), hipoacusia (sensação de estar escutando menos), vômitos (mais presente em bebês), dificuldade de deglutir pela irradiação da dor em ouvidos, e, geralmente, um quadro prévio de resfriado.

Alguns pacientes, principalmente bebês e crianças, evoluem com recidivas frequentes de otite média aguda (OMA) e precisam de investigação. Classificamos como Otites Médias Recorrentes aqueles pacientes que sofrem com:
– 3 ou mais episódios de OMA nos últimos 6 meses
– 4 ou mais episódios de OMA nos últimos 12 meses

São Fatores de Risco para a OMA:
– Creches e berçários
– Mamada deitado
– Fumaça de cigarro
– Variação sazonal- inverno
– Infecções de Vias Aéreas Superiores (60% das crianças escolares evoluem com OMA)
– Doença do Refluxo Gastroesofágico
– Aleitamento materno inferior a 3 a 6 meses
– Fissura palatina e Anomalias craniofaciais
– Imunodeficiências
– Doenças granulomatosas crônicas
– Alterações ciliares da mucosa respiratória
– Alergias
– Disfunção da tuba auditivaação.

A tuba auditiva tem papel importantíssimo para a orelha média (OM). Ela é responsável pela ventilação da OM e do osso temporal (pneumatização da mastóide), responsável pelo equilíbrio da pressão aérea com a atmosférica e está, intimamente, relacionada com o Músculo Tensor do Véu Palatino, na região do palato mole. Esse é um dos motivos que o paciente com fissura palatina sofra mais com quadros de otites.

Há diferenças entre a tuba auditiva de bebês/crianças e adultos, principalmente, na angulação dela, comprimento, complacência. Isso, também, justifica os quadros de otites na infância. E é pela tuba auditiva que ocorre drenagem de secreção da nasofaringe para a orelha média.

Outra causa que pode comprometer a função da tuba auditiva é a hipertrofia de adenoide, que obstrui o óstio tubário atrapalhando a entrada de ar para a OM, e em casos mais graves, tumores de nasofaringe.

É essencial a avaliação do otorrinolaringologista nos quadros de otites recorrentes, através de anamnese completa, exame físico com otoscopia e auxílio da nasofibroscopia para visualização do óstio tubário, exames complementares de sangue, audiométricos e de imagens, caso seja necessário, pela tomografia dos ossos temporais.

O tratamento na maioria é clínico e ambulatorial, mas caso não seja feito, ou, mal realizado, pode evoluir para complicações, e ser necessário conduta cirúrgica.

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