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Dor de Garganta

As  tonsilas  palatinas  e  faríngeas  também  são  denominadas  de  AMÍGDALAS e ADENOIDE. São estruturas do anel linfático de Waldeyer e maximizam a resposta imunológica. Porém tendem a involuir após a puberdade.

A Adenoide se localiza na nasofaringe, no final da cavidade nasal. As amígdalas já ficam localizadas na região da orofaringe, e, logo abaixo da hipofaringe está a laringe, onde localizam as pregas vocais que são responsáveis pela fonação (pela voz). Qualquer processo inflamatório ou infeccioso pode gerar a DOR DE GARGANTA. A hipertrofia da adenoide e/ou das amígdalas podem ser responsáveis pelo ronco e apneia do paciente, devido à diminuição importante da luz faríngea e comprometimento da passagem do ar para oxigenação do pulmão.

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Há bactérias que habitam a cavidade oral e rinofaringe e fazem parte da flora normal bacteriana. Mas em algumas situações como queda da imunidade, má higiene oral, uso inadequado de antibióticos, entre outros, essas bactérias podem se tornar patogênicas e causarem infecções: Adenoidites, Amigdalites, Faringites, Laringites.

A adenoide fica próxima dos óstios das tubas auditivas (Trompas de Eustáquio), que fazem uma comunicação do “nariz com o ouvido médio”, responsável por equalizar a pressão atmosférica entre o ouvido externo e o ouvido médio, mantendo o equilíbrio da pressão do ar entre os dois lados do tímpano. Por isso em algumas situações de hipertrofia de adenoide ou de adenoidites o paciente pode apresentar, também, otites recorrentes.

A adenoidite gera um quadro semelhante à de infecções de vias aéreas superiores (IVAS), ou mesmo de rinossinusite bacteriana. Apresenta-se com febre, rinorréia, obstrução nasal e roncos, que desaparecem com o término do processo infeccioso. Se o quadro cronifica o paciente também pode apresentar halitose (mau hálito), congestão nasal crônica e secreção. Uma das causas de adenoidite crônica é o refluxo faringolaríngeo, que deve ser investigado nos quadros de tosse noturna, disfonia, asma, eructação associados à inflamação da faringe e edema de palato.

As amigdalites se apresenta com dor de garganta, que pode ou não irradiar para os ouvidos, febre, adenomegalia cervical (ínguas), com hiperemia (vermelhidão) e edema das amígdalas, podendo haver exsudatos (placas de pus – amigdalite purulenta).

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Em quadros crônicos é importante diferenciar as causas infecciosas das não infecciosas como as desencadeadas por refluxo ou até mesmo por “caseum” (cálculos amigdalianos ou tonsilitos), que são restos de alimentos + descamação epitelial + leucócitos degenerados dentro das criptas (sulcos profundos nas amígdalas), e que precisam ser diferenciados dos exsudatos para um tratamento correto.

Amígdalas  caseosas  podem ter como sintomatologia irritação na garganta frequente ou halitose ou saída de material branco de odor fétido das criptas.

Laringites são processos inflamatórios que envolvem a laringe, agudo ou crônico, infeccioso ou não. Os pacientes apresentam os seguintes sintomas: disfonia, odinofagia, disfagia, tosse rouca como “latido de cachorro”, dispneia ou estridor. Em crianças a evolução da doença costuma ser mais rápida devido ao diâmetro reduzido da via aérea e ao menor tamanho da cartilagem cricóide.

A melhor avaliação da laringe em consultório é através da fibroscopia, que permite a avaliação da patência da via aérea, mobilidade das pregas vocais, presença de edema e eritema, granulomas ou estenoses ou outras lesões.

Os principais agentes infecciosos da dor de garganta são de causa viral, mas também há causas bacterianas.

Tratamento

  • Antiinflamatórios não hormonais ou hormonais
  • Antibióticos
  • Analgésicos
  • Se tiver refluxo – tratamento direcionado
  • Caseum: higienização local – enxaguantes com antissépticos, com água morna, principalmente após refeições ou remoção pelo médico
  • Cirurgia

Quando pensar em tratamento cirúrgico?

  • Amigdalites recorrentes:
  • 7 episódios infecciosos em 1 ano
  • 5 episódios infecciosos em 2 anos consecutivos
  • 3 episódios infecciosos em 3 anos consecutivos
  • Quadro de abscesso Peri/amigdaliano
  • Adenoidites recorrentes e crônicas
  • Hipertrofia amigdaliana e Hipertrofia adenoideana – desencadeando roncos, apneia, disfagia, voz hipernasalada – pois em quadros infecciosos agudos pode causar insuficiência respiratória aguda.
  • Amígdalas caseosas gerando muito desconforto para o paciente
  • Prevenção das complicações: Febre Reumática, Glomerulonefrite Difusa Aguda, Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico, Abscessos, Insuficiência Respiratóra Alta, Miocardite, Otite Serosa Crônica, entre outras

A  avaliação  médica  é  importante  para  o diagnóstico da dor de garganta e tratamento direcionado para determinada alteração.

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