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Disfagia

A disfagia é a dificuldade ou problemas para engolir. Ela afeta a rotina e a vida diária dos pacientes que tem este sintoma. Cabe ao otorrinolaringologista, aliado a outros profissionais de saúde (fonoaudiólogos, dentistas, neurologistas, entre outros), a importância de conhecer as estruturas e o funcionamento do complexo ato que é deglutir.

A deglutição é composta por 3 fases:

A) Fase Oral – Começa na boca, sendo o alimento processado e preparado com o fechamento dos lábios e a mastigação. É consciente e voluntária. 

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B) Fase Faríngea – passa pela faringe – consciente e involuntária. E, assim, é direcionado para o estômago

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C) Fase Esofágica – inconsciente e involuntária.

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Várias estruturas anatômicas participam na deglutição, resumidamente, ossos, músculos e inervação.

– Os ossos são: hióide, esfenóide, mandíbula e vértebras cervicais.

– Os músculos e outros tecidos importantes são: a orofaringe; músculos constritores faríngeos; palato mole; língua; músculos genioglosso, hioglosso e estiloglosso; cartilagens epiglote, cricóide e tireoidea e os músculos do pescoço.

– Os nervos encefálicos são: Trigêmeo V (motor e sensitivo), Facial VII (motor e sensitivo), Glossofaríngeo IX (motor e sensitivo), Vago X (motor e sensitivo), Hipoglosso XII (motor), e Espinal – Cervical c1-c3 (motor). O nervo Acessório XI deve ser incluído, já que o pescoço necessita estar bem posicionado para uma deglutição harmoniosa.

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O importante é fazer um diagnóstico preciso e precoce da disfagia e de seu grau evolutivo para logo investigar a causa da manifestação e intervir para melhora do quadro.

A avaliação da disfagia se dá através de uma boa anamnese, exame físico e exames complementares. A entrada do paciente na sala já deve fazer parte da investigação, por exemplo, observar se há algum comprometimento neuromotor. Colher a história clínica, saber as comorbidades (doenças associadas) e se há uso de algum medicamento que possa ter efeitos colaterais como sonolência ou outros sintomas neurológicos que comprometam o quadro de vigília (estar acordado e consciente). Observar a fala, mobilidade da língua, o fechamento dos lábios, se há babação (geralmente o paciente usa babador ou uma toalha para secar a saliva) fazem parte de uma abordagem completa, aliada aos exames como a videoendoscopia da deglutição (VED), que é realizada no consultório, com o paciente acordado e sem anestesia.

Para deglutirmos de forma segura necessitamos de uma coordenação precisa, principalmente, entre as fase oral e faríngea. A passagem do bolo sem ser aspirado é o resultado da interação complexa entre os diversos músculos e nervos que participam da deglutição. Durante a deglutição, a musculatura laríngea oferece, principalmente, proteção à via área inferior através do fechamento das pregas vocais.

A disfagia e o distúrbio da deglutição podem se manifestar de diversas formas, das mais simples às mais complexas, sendo, as manifestações mais comuns:

– Estase salivar (retém saliva e baba muito)
– Engasgos frequentes tanto para sólidos como para líquidos
– Tosses durante as refeições
– Quadros recorrentes de sibilância (chiados) e risco de evolução para pneumonias aspirativas, entre outros.

A VED é um exame que avalia e visualiza, no presente momento, como ocorre a deglutição e permite avaliar o grau de disfagia, em leve, moderada ou grave. É realizado através da nasofibrolaringoscopia flexível. Uma sonda que possui uma câmera e permite visualizar a região interna de toda via aérea superior, desde o nariz, faringe, até laringe. Detectando ou não possíveis alterações anatômicas. E permite ao médico visualizar naquele exato momento, como ocorre a deglutição do paciente e como as estruturas anatômicas se comportam com a oferta de alimento, que ocorre gradativamente com diferentes consistências: pastoso, líquido espessado, líquido e sólido.

Caso o VED deixe dúvida, ele pode ser complementado com o Videodeglutograma ou Videofluoroscopia da Deglutição, que é um exame de método radiológico, sendo necessário a ingestão por boca de um contraste, possibilitando analisar distúrbios da deglutição, durante e após o disparo do reflexo de engolir como ocorre essa dinâmica. A medida que o contraste progride, são obtidas imagens sequenciais de todo segmento do trato digestivo.

Se o paciente apresenta qualquer problema para engolir, independentemente da idade, ele ou seus responsáveis devem procurar ajuda médica para esclarecer as dúvidas e, quando necessário, para a realização de exames complementares para melhor elucidação diagnóstica. A disfagia afeta a vida do paciente e, se não tratada, pode evoluir com complicações.

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